O setor aéreo no Brasil

Dados e estatísticas

Tarifas cada vez mais acessíveis

72%
foi a queda no valor médio
para se voar no Brasil de
1970 a 2016

Tarifas cada vez mais acessíveis

70%
da queda nas tarifas aéreas ocorreu a partir do ano 2000

Tarifas cada vez mais acessíveis

6,3%
foi a redução média ao ano desde 2000

Liberdade de mercado: preços acessíveis e transporte de massa

Com um ambiente econômico favorável e liberdade de mercado, os consumidores saem ganhando em preços e opções. No passado, na década de 1970, as viagens de avião eram caras e para poucos. Desde 2000, a quantidade de passageiros transportados a cada ano triplicou, tornando o avião um meio de transporte de massa, especialmente para viagens domésticas. Isso ocorreu graças à liberalização tarifária do mercado doméstico entre 2000 e 2003 (um movimento de diminuição da interferência do governo no mercado que nos EUA havia sido implementado no final da década de 1970).

Em um contexto de crescimento econômico e livre-concorrência, os ganhos de produtividade obtidos foram repassados aos passageiros sob a forma de tarifas mais baixas.


O gráfico acima evidencia o paralelismo entre a demanda e o PIB brasileiro até o período em que ocorre a liberalização tarifária. A partir de então, o crescimento da demanda doméstica passa a ser significativamente mais alto do que o do PIB.

As previsões dos valores de yield a preços constantes foram feitas a partir da média geométrica das variações anuais verificadas no histórico de dados, de aproximadamente -2,8% ao ano. Esse valor é muito próximo das variações médias históricas observadas no setor em todo o mundo, estimadas em cerca de -3% ao ano. Esse valor corresponde à taxa média mundial de ganhos de produtividade do setor, o que corrobora a tese de que, no longo prazo, as empresas aéreas não retêm esses ganhos como margens de lucros, mas que os transferem aos passageiros sob a forma de tarifas mais baixas em razão da intensa concorrência.


+Leia mais: FATORES PARA A REDUÇÃO TARIFÁRIA
ECONOMIA

Estudos acadêmicos comprovam a relação estreita entre a aviação e o nível de atividade econômica da nação. Em geral, as pessoas viajam ou por uma obrigação – relacionada a trabalho, estudos ou saúde –, ou por uma opção – relacionada a lazer, visita a parentes ou participação em algum evento esportivo, religioso ou cultural, por exemplo. Quando a renda das pessoas e das empresas cresce, aumenta a intenção de fazer negócios ou se divertir e, consequentemente, a procura por passagens. E quando se pode oferecer um produto para um maior número de pessoas em um mercado com bons níveis de concorrência, normalmente os preços caem.

TECNOLOGIA

Inovações em todos os setores propiciaram grandes ganhos de eficiência e reduções de custos. As novas gerações de aeronaves incorporam aprimoramentos como novos materiais, melhor aerodinâmica, maior eficiência no consumo de combustível, planos simplificados de manutenção e sistemas mais precisos de operação. Na parte administrativa, os recursos de informática permitem um gerenciamento muito mais rápido das informações necessárias à operação. Já a substituição dos bilhetes de papel pelo formato eletrônico e a introdução das vendas pela internet, com os sistemas dinâmicos de precificação, possibilitaram a segmentação dos clientes de acordo com a capacidade de consumo.

CONCORRÊNCIA

Historicamente o governo brasileiro sempre exerceu algum tipo de intervenção direta no mercado de aviação e, consequentemente, nos preços das passagens. Isso acontecia por meio da alocação de rotas para empresas, da prática de subsídios ou do próprio tabelamento de preços dos bilhetes. Com valores elevados e fixos, os lucros das empresas eram mais garantidos, por isso poucas pessoas podiam viajar.

Em meados da década de 1990 teve início uma transição para a liberalização tarifária, instituída em 2002. A partir daí, além de procurar se diferenciar oferecendo um serviço mais completo ou menos em certos itens, as companhias foram forçadas a brigar pela eficiência para reduzir custos, vender mais e serem mais lucrativas.


Os sistemas dinâmicos de precificação


Os sistemas dinâmicos de precificação usam parâmetros como a antecedência da compra, o dia e o horário da viagem e o tempo de permanência no destino para segmentar as vendas de acordo com o perfil do público. Essa ampliação da variedade de tarifas permitiu o barateamento dos valores médios dos bilhetes domésticos ao longo do tempo.



Tarifas e o consumidor final

A medida usada pela indústria para avaliar a precificação é o yield, valor médio pago por passageiro por quilômetro voado. Consideram-se todas as tarifas comercializadas pelas aéreas, incluindo as de passagens negociadas diretamente com grandes organizações (como bancos, indústrias de bebidas, exploradoras de petróleo e gás, operadoras de turismo etc.).

Por envolverem uma quantidade de bilhetes elevada, esses acordos resultam em descontos no valor das passagens. Isso contribui para que o yield pareça mais baixo do que o valor pago pelo público geral.

Para acompanhar os valores praticados para o grande público em voos domésticos, a ANAC divulga regularmente um relatório de tarifas. Nele, podemos verificar que, entre 2002 e 2016, as tarifas aéreas no Brasil tiveram uma redução efetiva (isto é, corrigida a inflação) de 48%, passando de R$ 683 para R$ 349, comprovando igualmente o barateamento das viagens aéreas.